O/A meu/minha companheiro/a tem sempre dores de cabeça!” – Quando a insatisfação atinge a relação

Updated: Apr 25



Manter uma relação amorosa em níveis de satisfação elevados pode nem sempre ser simples.

O casal é composto por pessoas que são inevitavelmente diferentes, com caraterísticas distintas e que podem possuir necessidades e interesses muito diversos. Paralelamente, existe o stress do dia-a-dia, que conduz a emoções, sentimentos e pensamentos que nem sempre são adequadamente geridos. Para além de tudo isto, se existirem filhos/as ou outras pessoas dependentes, que necessitem ativamente de cuidados, o panorama pode tornar-se ainda mais complexo.

Independentemente dos motivos que unam o casal ou dos sentimentos que nutram um/a pelo/a outro/a, conjugar todos os fatores mencionados anteriormente pode não ser fácil e o défice de energia, de paciência e a falta de investimento na relação poderão levar os/as parceiros/as a um elevado desgaste e a uma sensação de insatisfação conjugal, não só no geral (partilha, compromisso, comunicação...), mas também, especificamente, sexual.

Relativamente à insatisfação sexual, para além das variáveis já referidas podem ainda encontrar-se associadas dificuldades ou disfunções sexuais – cujas causas podem ser orgânicas e/ou psicológicas – que impedem uma experiência gratificante. Neste campo é importante destacar que estas dificuldades ou disfunções podem ser femininas (perturbação do orgasmo feminino, perturbação do interesse/excitação sexual feminino, perturbação de dor genitopélvica...) ou masculinas (perturbação do desejo sexual hipoativo masculino, disfunção erétil, disfunções ejaculatórias...).

Perante a insatisfação conjugal ou sexual – seja com presença ou ausência de disfunções sexuais – podem, por vezes, surgir comportamentos de evitamento (quem nunca ouviu falar das típicas “dores de cabeça”) ou, por outro lado, envolvimento sem desejo, que colocarão ao casal um desafio a ultrapassar.


Mediante estas situações, o casal deve comunicar o que sente, os seus receios, dores, frustrações, gostos, interesses e necessidades, sem tabu e com respeito mútuo. Quando tal não acontece, vai-se desenvolvendo uma negativa bola de neve, um ciclo vicioso em que a comunicação não flui e em que os ressentimentos e as frustrações vão aumentando incessantemente e engolindo a felicidade e harmonia conjugal.

Está a ter dificuldade em comunicar com o/a seu/sua companheiro/a? A insatisfação está a apoderar-se da vossa ligação? Quer compreender o que vos está a afastar e investir na resolução dos obstáculos conjugais ou vai continuar a utilizar/receber a desculpa das “dores de cabeça”?

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Ana Durão

Psicóloga Clínica

Pós-Graduada em Terapia de Casal

Pós-Graduada em Sexologia Clínica

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